Vivemos na era do imediatismo. Queremos soluções instantâneas, respostas num segundo e resultados para ontem. No entanto, o provérbio japonês 急がば回れ (Isogaba maware), que se traduz como “Se estiver com pressa, dê a volta”, convida-nos a travar a fundo e a repensar a nossa relação com a velocidade.
Mas como é que dar uma volta mais longa nos pode fazer chegar mais depressa ao destino?
Todos nós já tentámos pegar num atalho que acabou por correr mal. Seja tentar fazer um trabalho à pressa que depois teve de ser refeito, ou escolher uma rua secundária para fugir ao trânsito e acabar perdidos.
Na filosofia oriental e na disciplina dos antigos ninjas, agir por impulso ou ansiedade é um sinal de fraqueza estratégica. O atalho é tentador, mas está cheio de variáveis desconhecidas e riscos elevados.
Quando o provérbio nos diz para “dar a volta”, está a aconselhar-nos a escolher o caminho seguro, conhecido e estruturado. Embora pareça que vamos demorar mais tempo no início, a ausência de imprevistos garante que o percurso flua de forma constante.
Fazer as coisas bem feitas à primeira tentativa requer paciência, mas elimina o temido retrabalho. Na vida profissional ou nos relacionamentos, planear antes de agir é a verdadeira marca da sabedoria.
Evite o modo “piloto automático”: Quando sentir ansiedade para terminar uma tarefa, pare. Avalie se não está a saltar etapas cruciais apenas para se livrar do problema.
Valorize a fundação: Investir tempo a aprender bem uma nova habilidade ou a planear um projeto a fundo poupará dores de cabeça no futuro.
Aceite o tempo das coisas: Nem tudo pode ser acelerado. Aceite que o percurso faz parte do amadurecimento do resultado final.
Lembre-se sempre: a verdadeira velocidade vem da precisão, não da pressa.